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A mostrar mensagens de Fevereiro 24, 2013

unidos como os dedos da mão

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Um dia, tudo isto terá passado. Um dia, todo o pesadelo que temos vivido será apenas uma recordação dolorosa que tentaremos encaixar numa lógica qualquer. Os historiadores estudarão, perplexos, os tempos em que a democracia foi suspensa e o Estado deixou de ser uma pessoa de bem para se tornar num escroque. Os nossos filhos, os nossos netos ouvirão, incrédulos, as histórias verdadeiras que lhes contaremos, sobre a forma como direitos já conquistados há décadas pelos nossos avós e bisavós e consagrados nas tábuas da lei fundamental tiveram de ser novamente disputados, arrancados a ferros de algozes disfarçados de economistas. De como, em pleno século XXI, fomos obrigados a ocupar escolas e hospitais e fábricas e padarias e supermercados e campos e casas, porque nos haviam tentado — e em muitos casos conseguido — roubar a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. De como tivemos de deitar muros abaixo e de construir pontes onde já só restavam fossos. De como abolimos fronteiras e de…

vá lá, toca a acordar!

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Cristina Massena e uma grande canção, para ouvir e cantar.

hoje é dia de colar cartazes, amanhã de gritar cartases

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contra o confisco dos senhores do fisco

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que a maré se vai levantar

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Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta

coelhito, já te tenho dito que não é bonito andares a enganar, chora agora coelhito chora, que te vais embora p'ra não mais voltar

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madrid já cá canta!

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contra passos, todos os passos vão dar ao paço

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haja dignidade

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Meus amigos,
Braga também tem muita gente boa, é com eles que vou estar no dia 2 de Março. É bom centrarmo-nos e, sobretudo, citando o nosso maestro Victorino de Almeida, não deixarmos que Portugal se torne numa espécie de cão abandonado que lambe as mãos do primeiro que lhe der qualquer coisa para comer. Merecemos ser muito mais que isso, haja dignidade, coragem, inteligência e solidariedade de facto. Isto está só a começar, o rumo da locomotiva está nas nossas mãos.  BOA VIAGEM!
Jorge Palma http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/

psst! encontramo-nos lá?

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Cartaz de Gui Castro Felga
http://oblogouavida.blogspot.pt/

a vida corre lesta

será que o relvas vai deixar?

A partir de amanhã, Francisco Louçã vai ter um programa na SIC Notícias. Como se trata de um canal privado, e porque Balsemão, cheira-me, não deve gramar o Relvas nem pintado, acho que o Relvas não vai conseguir meter o bedelho. Ou vai?

olá, o meu nome é vítor gaspar e tenho um problema

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt
"Olá, o meu nome é Vítor Gaspar e estou limpo há quatro dias, sem alterar previsões financeiras. O meu problema orçamental começou há quase dois anos. O objectivo inicial era ter um défice de 2,3% em 2014. Delírios. A partir daí, entrei numa espiral recessiva e nunca mais consegui controlar-me. Nem a mim, nem ao défice. Entrei em negação. Em Setembro do ano passado já derrapava por todos os lados - o objectivo saltou de 3% para 4,5%. Viciado em previsões, injetava fantasias nos portugueses.
Seis meses passados, a ressacar, ando de mão estendida a pedir ao dealer mais um ano para tentar reequilibrar a minha vida e deixar o défice abaixo dos 3%, mesmo sabendo que mais depressa se demite o meu colega Relvas. Tentei várias vezes iludir-me, iludir a família política, a oposição e os cidadãos. Nunca consegui combater o problema. Os amigos e aliados começaram a afastar-se. E é por isso que decidi juntar-me a este grupo de cidadãos com problemas …

as unhas de gel de passos coelho

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt
O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Em protesto contra a nova legislação que penaliza com multas até 2000 euros quem não pedir facturas, muitos consumidores começaram a pedir facturas com o número de identificação fiscal de Pedro Passos Coelho. Os dados do primeiro-ministro estão a ser divulgados em SMS e emails que se tornaram virais. As redes sociais estão a propagar o protesto.
Segundo o Correio da Manhã, deram entrada no sistema e-factura "milhares de facturas" com o número de contribuinte do primeiro-ministro, passadas em restaurantes, cabeleireiros e oficinas de automóveis - totalizando milhões de euros em despesas." Público
Pois é, isto de legislar à portuguesa tem quase sempre uma resposta... à portuguesa. A originalidade sempre foi uma das facetas do povo português e isso está a ficar demonstrado nos balcões de pastelaria e nas mesas de restaurante, ao som dos secadores e com um cheiro intenso a óleo de motor impr…

carreira das neves, o cláudio ramos da igreja católica

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt
O padre Carreira das Neves é uma espécie de Cláudio Ramos da Igreja Católica. Sempre que há tricas, o padre Carreira tem uma na manga - da batina. Sabe sempre mais qualquer coisa que o comum dos párocos. É o verdadeiro rato de sacristia. Teria uma excelente "carreira" como cronista social numa publicação sobre a vida cor-de-rosa do Vaticano.
No dia 21, disse na SIC que sabia que o ex-bispo auxiliar de Lisboa, Dom Carlos Azevedo, é homossexual e que "tinha problemas complicados". Portanto, para o padre Carreira, para além de gay, Dom Carlos tinha "problemas complicados". Ora bem, mais generalista é impossível. Dá para tudo. Insondáveis são as palavras de Carreira. Quem é que hoje em dia não tem "problemas complicados"? Só Dom Carlos Azevedo, o padre das Neves e Deus saberão, ao certo, a que problemas se referia. Prestações do carro em atraso? Problemas hemorroidais? Bem, sejam quais forem, aparentemente…

o traste

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a chacota

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Por Fernando Dacosta http://www.ionline.pt
Passos Coelho e a Vítor Gaspar aconteceu a pior coisa que pode suceder a um governante em Portugal: de temidos passaram a desprezados. Não perceberam que a posição de superioridade e arrogância que tomaram, de pesporrência e insolência que exibiram, é muito imprudente em políticos sem currículo, sem obra, sem reconhecimento. Como os não tinham, disfarçaram a ignorância com a sobranceria, a impreparação com o autismo; cheios de vento, golpearam identidades, tradições, direitos, culturas, dignidades. Acabarem com o feriado do 1.o de Dezembro foi uma das piores leviandades cometidas; o ódio que fomentaram nos funcionários públicos e nos reformados, uma canalhice; a aldrabice sistemática que utilizam, um opróbrio; o esbulho da classe média, uma hecatombe fascizante.
Emproados internamente, provincianos externamente, revelaram-se subservientes com os de cima e despóticos com os de baixo. O servilismo mostrado ante os senhores germânicos tornou-se…

portugal multiplicado

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200 milhões, é o número de pessoas que a ONU calcula terem entrado na pobreza extrema em 2012. O equivalente a 20 países com a população de Portugal. É obra. Dos mercados, dos que mais têm e mais querem acumular, da banca, dos governantes de um mundo cada vez mais sórdido. De um mundo em colapso.

jardim d'infância

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Éramos eternos.

esta ANA não se vende

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o facebook bloqueou-me

Estou de castigo. O facebook é mau, o facebook é severo, o facebook é um sacana da primeira apanha. Bloqueou-me. Sob o pretexto de que estaria a publicar demasiados posts. Isso. Estava a abusar, é o que eles dizem.
Coincidência. Pura coincidência. É que, daqui a dois dias, é 2 de Março. Até lá, não posso divulgar nenhum cartaz, nenhum comentário, nada, nadinha. 
Vão à merda.
Estás temporariamente bloqueado Aparentemente, estavas a avançar demasiado depressa e a abusar desta funcionalidade, por isso, foste bloqueado durante até dois dias.

Sabe mais sobre bloqueios no Centro de Ajuda.

o meu amigo matou-se

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É um dos motivos porque vou à manifestação do dia 2 de Março.
Vou também em nome do meu amigo. No dia 18 de Fevereiro o meu amigo J. C. deu um tiro na cabeça. Já não vai a esta manifestação.
Era um indigente ou um faminto? Não. Era um exemplo da chamada classe média. Gostava da vida. De comer, de dançar, de ir à praia. Ele e a mulher comportavam-se como dois namorados, depois de todos estes anos. Gostava dos filhos, a quem era muito chegado, gostava da neta. Gostava do trabalho. Mas, a situação a que nos levaram criou um labirinto sem saída. De facto, sem saída para uma grande parte da população. Deixemo-nos de flores, de «há soluções para tudo», de «é preciso ter esperança» ou de «há-de correr bem». Há certas situações que não têm solução à vista. Tinha os pais em casa com oitenta e tal anos e tinham chegado ao ponto de não conseguirem tratar de si próprios. Solução? Um «lar» custa 1300 euros para cada um. Uma empregada permanente anda por aí.
Tinha empregados a quem tinha que pagar sal…

coelho vaiado outra vez

Esta tarde, na Faculdade de Direito. Não há direito! Tadinho do leporídeo.




está-se-lhes a acabar o tempo de saldar o que não é deles

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Foi Bertolt Brecht, servindo-se do seu alter-ego «Senhor Keuner», quem contou a história do desempregado que, em julgamento, quando lhe perguntaram se pretendia fazer um juramento laico ou religioso, respondeu que, na situação em que se encontrava, aquela questão tinha deixado de fazer sentido. Tinha, muito simplesmente, mais com que se preocupar.
Talvez os indivíduos que nos governam se fiem demasiado nesta lição e tenham entendido que, num país com um desemprego galopante como o nosso, as pessoas estão tão ocupadas em imaginar um modo de sobreviver que não terão tempo para se opor ao constante acosso de que vão sendo vítimas. Mais preocupados em assegurar, ao menos, o jantar do dia seguinte, queremos lá saber se, em 2015, ainda haverá alguma coisa a que possamos chamar nossa e que não tenha já sido entregue à grande roda dos amigalhaços instalados, a troco de férias no Copacabana Palace e lugares em conselhos de administração.
Quando, há dias, foi interrompido pela Grândola, Vila More…

vamos encher esta praça!

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Por aqui andou Salazar em dias de raça. Por aqui Azevedo, o almirante-bardamerda, gritou à populaça que o povo era sereno, que era só fumaça. Se é sereno não é burro, não sempre, nem peça de caça nem gente madraça. Rejeitamos a desgraça, a trapaça, a ameaça. Em Março, vamos encher a praça. Em Março, o Paço é nosso. Vamos a terreiro gritar contra a farsa, a mordaça, a carcaça hedionda de um capitalismo em estertor. Estarei lá!

sábado é dia de boa ventura

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ai o ódio, ai o insulto, ai a grândola

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O Sr. Pingo Doce afirma-se revoltado com as "mensagens difíceis de compreender em que o ódio e o insulto é (sic) a característica principal”. Pois. O Sr. Pingo Doce não precisa de insultar ninguém. Com mais 360 milhões de euros no papo, tanto quanto os seus lucros em 2012, para o Sr. Pingo Doce a vida é uma doçura, um rio de mel, rebuçadinhos da marca dele. Nós, pelo nosso lado, continuaremos a insultar se for preciso. Quanto ao ódio, a cada um o seu feitio. Eu limito-me a desprezar os pingos, por mais doces que sejam. 
Fotografia de Nuno André Ferreira/Lusa (http://www.esquerda.net)

quando a europa salva os bancos, quem paga?

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cá vai alho!

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Não publico aqui todos os cartazes do dois de Março, tal a abundância e a explosão criativa. Mas, este, merece bis. Eles que vão para o alho enquanto nós, do Marquês ao D. José, vamos exorcizar os demónios que nos sugam a vida e ensombram o futuro. O auto dos danados é já no Sábado. E cá vai alho!

a onda vai virar tsunami

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1917-2013

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nós na rua para os meter na rua

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Não podemos deixar que nos matem, nos roubem esta felicidade de estarmos vivos e juntos, não podemos adiar a nossa vida, não queremos esta vida assim, queremos apenas ser amigos uns dos outros — e livremente pensarmos e livremente viver. É difícil. Mas queremos, e assim faremos tudo para deitar abaixo quem nos impede a vida e essa coisa a que chamamos amor. Jorge de Silva Melo
Nós somos «a esperança que não fica à espera». Quem pode ser no mundo tão quieto Que o não movem nem o clamor do dia Nem a cólera dos homens desabitados Nem o diamante da noite que se estilhaça e voa Nem a ira, o grito ininterrupto e suspenso Que golpeia aqueles a quem a voz cegaram Quem pode ser no mundo tão quieto Que o não mova o próprio mundo nele. Manuel Gusmão
Quantos Jardins, quantos Loureiros serão ainda necessários para que isto rebente e o país finalmente aprenda todos os velhos cantos das novas lutas, e a gente acorde finalmente por nós próprios, sem que ninguém nos mande? Quem precisa de acordar é o povo. Esse…

vamos à rua respirar

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt
Cada semana traz mais um roubo: ordenados, pensões, acesso à saúde, educação. Já nem sonhamos com qualidade de vida: é o próprio direito a uma vida com dignidade que nos está a ser negado.
Tudo em nome da austeridade “custe o que custar”. Em nome de “mercados” que nos vigiam e avaliam. Em nome de bancos que lucram com a crise enquanto gritam à boca cheia que só temos é de “aguentar”. Em nome de quem, amanhã, vai dar emprego aos governantes que sangram os reformados, mas poupam os lucros obscenos das PPP. E tudo para nada: a economia afunda-se, o desemprego cresce, as asneiras nas previsões multiplicam-se.
Querem que ignoremos os escândalos, o património público em saldo, as promessas eleitorais fraudulentas. Como se fôssemos todos cegos, surdos e impotentes. Mas não somos. E sabemos que nada disto é inevitável, que existem alternativas. E sabemos que a vontade do povo não entra em hibernação mal os votos são contados.
Não queremos viver assim. Nã…

o mito encalhado

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Por Baptista-Bastos
http://www.dn.pt

Tudo indica que o Grande Manitu das finanças portuguesas não passa de uma fraude. O homem, tido e havido como um génio sem par, não lhe acerta uma. De cada vez que se põe a prever, a projectar números e concepções, sai tudo errado; pior: acontece o contrário, com a consequência nefasta de afectar milhões de nós. Só agora, as indignações e os vitupérios começaram a surgir. E posta em causa a competência de Vítor Gaspar. Não se lhe exige que seja uma pitonisa de Delfos, dispondo de poderes premonitórios quase divinos. Mas pede-se-lhe, unicamente, que faça bem o seu trabalho: analise, compare, estatua as previsibilidades do mercado. A experiência ideológica aplicada a Portugal, de que ele é um obediente serventuário, conduz a um esvaziamento do próprio animus colectivo, resultado de um empreendimento de sujeição baseado no medo, na violência e na unilateralidade de pensamento.
No domingo, durante o programa Prós e Contras, de Fátima Campos Ferreira, …

populista é a tua tia e casou-se, pá!

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Aqui d'el-rei que Beppe Grillo é populista e quem anda por aí a cantar a Grândola a ministros-sombra é antidemocrata de gema, retinto, assanhado e façanhudo, com barbas à Rasputine e os instintos sanguinários de um Hitler ou de um Estaline. Acudam, a democracia está em perigo!, gritam as virgens ofendidas do alto dos seus pedestais políticos e jornalísticos enquanto eu cá, mas quem sou eu?, acha o contrário, que, a pouco e pouco, os povos vão abrindo os olhos e exigem mais e melhor democracia. Sou dos que pensam que votar só não chega, que votar no mal e no mal menor ainda pior. Sou dos que querem mais, querem políticos sim, mas dos que lutem pela coisa pública e não pelos seus interesses ou pelos interesses dos seus partidos (claro que há excepções, nunca ninguém disse o contrário, só que as excepções são literalmente cilindradas dentro dos seus próprios partidos, não têm futuro, não nos garantem o futuro). 
Se a crise nos maltrata a cada dia que passa, também nos ensinou - a du…

voando sobre nova iorque

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Fotografia: http://www.sergesemenov.com/

a liberdade está a passar por aqui

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Por Nuno Ramos de Almeida http://www.ionline.pt
O maior filósofo de origem portuguesa viveu em Amesterdão. Bento Espinosa e a família fugiram aos archotes da inquisição numa época em que a liberdade não existia em Portugal. Na sua obra defendeu que a soberania não tinha origem nas instituições, que a origem dessa estranha potência residia no povo em movimento. O povo não aprisionado em instituições era o excesso que estava na base do poder constituinte da liberdade. Diríamos hoje que a democracia tem de ser o regime em que o sujeito é o povo. Algo que é muito diferente da ditadura dos governantes. Os poderosos e os seus acólitos esqueceram convenientemente que a democracia não é apenas o acto de eleger um parlamento: só há democracia a sério se as pessoas tiverem a liberdade de se opor a políticas e governos injustos. A democracia mede-se pela possibilidade de dizer “não”.
O actual governo foi a eleições defender que baixava os impostos, não cortava nos subsídios e nos salários dos t…