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A mostrar mensagens de Novembro 3, 2013

comunismo, o mal do mundo

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Por Tiago Mota Saraiva http://www.ionline.pt
Numa sociedade comunista os salários são mais baixos. Os impostos estão continuamente a aumentar, retirando aos trabalhadores o pouco rendimento que lhes sobra para alimentar um Estado gordo, gigante em despesas. Ao mesmo tempo, o Estado impõe normas e regras morais restritivas entrando na vida privada de cada um. No comunismo é muito provável que não se possa fumar no automóvel ou ter mais de dois cães ou quatro gatos num apartamento.
No Estado comunista o cidadão perde a sua individualidade. Vive e trabalha para alimentar o Estado. As famílias que não conseguem sobreviver com os seus rendimentos têm de entregar os seus filhos ao Estado. Quem não se consegue alimentar fica dependente das instituições que fornecem comida, fervorosas defensoras do sistema e que zelam pelo bom comportamento dentro da sociedade na condição de lhe ser cortado todo e qualquer subvenção de subsistência. Os mais velhos, quando incapazes de produzir e não pertencen…

protesto com nota máxima

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Nos últimos dias, os espanhóis têm-se servido de notas de euro para fazer vingar o seu protesto contra as medidas de austeridade impostas pela comissão liquidatária do País, presidida pelo senhor Rajoy sob as ordens dos mercados, sacrossantos, omnipresentes, omnipotentes, os novos deuses na Terra. Se os povos não se revoltam enquanto é tempo, em uníssono, qualquer dia mais não seremos do que esfregonas na mão destes empregadotes, de Passos a Rajoy, que o capitalismo elegeu para fazerem a limpeza do sistema, sem solidariedade a não ser a imposta pela caridade dos cínicos. 







porto: um dia na vida da cidade

minha laranja amarga e doce, meu poema

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bardamerda ainda se escreve bardamerda?

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Quem fez o inventário foi o Aventar (http://aventar.eu/): o guião para a reforma do Estado do irreversível, incontornável, irreparável, irrepreensível Paulo Portas não respeita o povo português, mas  também não respeita a ortografia, nem a "antiga" nem a "moderna". É assim uma espécie de sopa de letras azedada, uma caldeirada de pontapés no "bem falar, bem escrever". A Edite Estrela, apoiante do acordo ao que sei, não deve ter gostado nada de ler a sebenta sebenta do Estado melhor, mais pequeno, mais barato, mais pindérico para uns, mãos-largas para outros.
Ora vejamos, e passo à singela tarefa de copy e paste a partir do Aventar. Enquanto lê e dá pelos dislates, vá apreciando a ideologia neoliberal de que Portas, irreprimível, insubstituível, se tornou indefectível porta-voz e indesmentível paladino:
Efectivamente, fazendo um pequeno apanhado de co-ocorrências presentes neste Guião 
acção (p. 32) e ação (p. 39)  adopção (p. 10) e adoção (p. 110)  aspecto (p…

as cidades são livros que se lêem com os pés

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O Costa, aquele de que o povo gosta, a crer nos resultados das últimas autárquicas, teve a ideia - brilhante, como é seu apanágio - de querer arrancar a calçada portuguesa em algumas artérias de Lisboa. Para, alega-se, facilitar a vida aos peões, mormente as pessoas com dificuldades de locomoção.
A verdade é outra. Sai caro manter uma das imagens de marca de Lisboa. É difícil reparar o empedrado para que as pessoas não torçam os pés a cada passo e, ademais, temos que ser modernos, deixar-nos de maníacos caprichos próprios de novo-rico. Por isso se substituem pedras por cimento. Daí que grandes espaços públicos, de Norte a Sul de Portugal, sejam hoje desertos de cantaria onde nem uma árvore, nem uma planta, brotam da solidão. Mais ecológico, dirão os hipócritas de sempre, com a palavra verde na boca e a negrura no coração.

obama mad

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na noite dos tempos

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O número de milionários não pára de aumentar em Portugal. E os que já existiam estão agora cada vez mais ricos.
Poiares Maduro diz que os sacrifícios impostos aos portugueses "estão estruturados com a maior equidade possível”, e que “incidem com particular peso naqueles que mais têm, com várias medidas dirigidas a vários sectores económicos protegidos”. No entanto, acrescenta a seguir que "por mais que penalizássemos os que mais têm, isso nunca seria suficiente para obter a redução orçamental”. E “é isso que nos força a termos de exigir” mais sacrifícios aos funcionários públicos e pensionistas.
António Costa aconselha mais diálogo entre o PS e o PSD. Um aviso para quem acha ainda que ele fará melhor do que Seguro.
Numa exposição em Paris, Joana Vasconcelos, a coqueluche do regime, a artista do efémero e da espampanância acéfala, exibe um laço gigante, cor de rosa como a sua vida de estrela cadente, feito de frascos de perfume. Cheira-me mal.
O BES foi alvo de buscas polici…

e por falar em desonestidade intelectual

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A direita agora no poder, sempre se soube, não prima pela honestidade. Nem intelectual nem outra. Hoje, foi a vez do ministro Mota Soares mostrar a sua índole. Embandeirou em arco, quase bateu palminhas com os números do desemprego apresentados pelo INE. O desemprego baixou! Isto demonstra que os apóstolos da desgraça nunca tiveram razão, nós estamos no bom caminho! Aqui está a prova! Um indicador de confiança! Um sinal de esperança!
O que não dizem, nem convém, é que essa redução de desemprego se deve ao maior emprego, meramente precário, durante o Verão, bem como ao aumento crescente do número de portugueses que procuram, no estrangeiro, a oportunidade de serem gente e não párias, e não simples números numa folha de excel, positivos pelo lado da receita, negativos pelo lado da despesa.
Sei que o jogo político leva a que ambas, esquerda e direita, usem tantas vezes, demasiadas vezes, argumentos enviesados para levarem a sua avante. Mas, nesta matéria, a direita, certa direita, a tra…

um dó li tá

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Por António Lobo Antunes http://visao.sapo.pt
Perguntam-me muitas vezes por que motivo nunca falo do governo nestas crónicas e a pergunta surpreende-me sempre. Qual governo? É que não existe governo nenhum. Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento. Claro que as crianças lhes acrescentaram um pin na lapela, porque é giro
- Eh pá embora usar um pin?
que representa a bandeira nacional como podia representar o Rato Mickey
- Embora pôr o Rato Mickey?
mas um deles lembrou-se do Senhor Scolari que convenceu os portugueses a encherem tudo de bandeiras, sugeriu
- Mete-se antes a bandeira como o Obama
e, por estarem a brincar às pessoas crescidas e as play-stations virem da América, resolveram-se pela bandeirinha e aí andam, todos contentes, que engraçado, a mandarem na gente
- Agora mandamos em vocês durante quatro anos, está bem?
depois de prometerem que, no fim dos quatro anos, comem a sopa toda e estudam um bocadinho em lugar de verem…

bruno nogueira à conversa com margarida rebelo pinto

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a crueldade de ser

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Angelo Meredino e Jennifer casaram. Cinco meses depois foi-lhe diagnosticado, a  ela, um cancro. Angelo decidiu fotografar os últimos meses da mulher. Dor e amor. Perpetuados.












http://mywifesfightwithbreastcancer.com

no enforcamento conjugal de relvas, dois coelhos e a falta que a cajadada fez

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Relvas deu o nó. Não na garganta, credo!, que o homem não é desses, a vidinha corre-lhe de feição. Deu o nó com uma moçoila que, reza a maledicência lusa, também não é, como ele, flor que se cheire. Deram o nó e a fina-flor do entulho nacional acorreu à cerimónia, em peso. Foi de peso a gente que lá esteve, a que nos pesa na carteira e nos dias, amargos e sem festança. Desde Zainal Brava a Mira Amaral, da PT ao BIC pois então, que a gratidão é sentimento nobre, mais os políticos em voga, tantos que seria fastidioso nomeá-los todos, foram mais de 200 convidados numa festa que se quis discreta, os tempos são de austeridade e a luxúria deve quedar-se em bom recato, com os basbaques de longe a salivar menus, a admirar trajares. E estiveram lá, também, Passos Coelho e Jorge Coelho. Pena ter faltado a cajadada. Era o princípio do fim do centrão que tanto nos tem azucrinado a existência. 
Porque hoje me sinto fútil, sinónimo de inútil, deixo-lhe aqui algumas fotografias do opíparo casório p…

tempos que voltam

pelos meus, pelos teus, há que mudar a história

negros vão os tempos

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Durão Barroso disse com todos os dentes que tem na boca que "os eventuais chumbos do Tribunal Constitucional podem pôr em risco o regresso aos mercados". Ficamos portanto a saber que o ainda presidente da Comissão Europeia é pela violação da Constituição da República. Os portugueses que o querem em Presidente da República deviam lembrar-se disto antes de fazerem disparates. É só um aviso. José Teófilo Duarte http://www.blogoperatorio.blogspot.pt/
A calinada de Cristas: http://aventar.eu/
Através de meias palavras, ocultações e muita propaganda, o Governo vem dizendo ao que vem, ao que desde sempre veio: a destruição do Estado Social e a substituição deste modelo por uma sociedade, um novo Homem (à maneira das grandes revoluções totalitárias do passado), regido por valores como o materialismo, o individualismo e a caridade. Toda esta transformação beneficia uns poucos - a reforma do IRC, por exemplo, vai ajudar sobretudo as grandes empresas, deixando de fora e em desvantagem co…

que vá pregar para outra freguesia

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meninos-escravos

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joão jardim acerta contas

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Um ser mesquinho, um verme de encher, Alberto João Jardim mandou executar dívidas de electricidade a sete Câmaras da Madeira.
E que Câmaras são essas, perguntará o leitor já a topar marosca?
São as Câmaras que o PSD perdeu nas últimas eleições autárquicas.
Esta criatura não se consegue descrever com palavras. Vingativo, anti-democrata, psicopata? Tudo isso e os demais insultos que é imprudência elencar aqui já que os tribunais, contra o que é seu costume, podem vir a ser lestos em matérias de difamação dos "grandes" da Nação, consulte-se o processo "Aníbal Cavaco Silva/gatuno/vai trabalhar" para ver se tenho ou não motivos de sobra para andar de pé atrás.
O homúnculo (pronto, não consegui resistir, foi só desta vez), que tanto ajudou a desequilibrar as contas dos cubanos do continente, é o primeiro a querer acertar contas com os opositores que mais o incomodam na sua, até agora, monarquia absoluta da Madeira.
É um golpe demasiado baixo. Até vindo de alguém como Al…

pinto galinhola

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No vídeo, Margarida Rebelo Pinto em todo o seu esplendor político e intelectual.
Diga-me Guidinha: em que consistiram os cortes no seu orçamento? Qual é o seu rendimento médio mensal? Pode ser comparado ao de um desempregado? Ao de um casal de desempregados? Ao de um assalariado recompensado com o ordenado mínimo? Aos dos idosos que passam fome para que as suas pensões, violentamente cortadas, cheguem para acudir aos filhos e netos?

Ora abóbora, Guidinha. A rica revela-se. Defensora do neoliberalismo de pacotilha, privilegiada, mimada, ferozmente reaccionária, de vidinha mais do que confortável ao lado dos que pouco ou nada têm, nem para pagar as taxas moderadoras nos hospitais. Esta é uma realidade que não vem nos seus livros. Desconhece-a. Não sabe nem da vida a metade.
Escreva. Escreva a metro. Escreva para encher prateleiras. Escreva para quem goste de a ler. Mas não cague sentenças nem arrote postas de pescada. Isso deve emagrecer e a rica já é fuinha que baste, não se deixe defi…

no tempo dos salafrários

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Os juízes do Tribunal Constitucional hão-de ser de forte têmpera para conseguiram suportar todas as pressões a que têm sido sujeitos. Desde a Comissão Europeia às agências de rating e ao descabelado desgoverno da Pátria, apátridas sem lei nem grei, todos exercem chantagem sobre as criaturas de toga com o mais desavergonhado dos descaramentos. E, last but not least, há a chantagem sobre os portugueses, todos: ou nós ou o caos, ou nós ou a hecatombe. Passos Coelho tem sido useiro e vezeiro nessa prática, olhem que os mercados estão de olhos postos em nós, eles não confiam no PS, muito menos no PCP ou no BE, vejam se se portam bem, se não fazem ondas nem votam nessa maralha, quando não os nossos credores sobem-nos os juros e, depois, lá terei que vir eu, o salvador da Pátria, o iluminado da Nação, cortar-vos os salários e as pensões, subir-vos os impostos, acabar-vos com a mama da saúde e da educação tendencialmente gratuitas. Ou têm cuidado ou, já sabem, levam no costado.
Ontem, foi a …

não deixem que vos roubem os sonhos

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt/
Poucas circunstâncias fazem prever o que nos pode acontecer. No entanto, há sinais, porventura escassos e pouco nítidos, que ajudam quem estiver atento. Sei umas coisas destas coisas, e aprendi que não há nada que se consiga sem luta, e que não há luta sem sofrimento. Venho dos bairros pobres e do tempo em que os miúdos como eu jogavam à bola descalços, ou com umas sandálias que os nossos pais mandavam capear com restos de pneus. Os pés feriam-se com pedaços de vidros de garrafa, com puas ou com pregos enferrujados; as sandálias tinham de durar pelo menos dois anos. Havia apenas magras formas de enfrentar o destino: resistir ou abdicar dos sonhos. Resistir seria tentar aprender com leituras nas bibliotecas operárias ou escolares; abdicar era seguir o fadário das oficinas, das fábricas, do trabalho penoso de oito, dez e mais horas, ou entrar na gandulagem: roubar, assaltar, agredir para sobreviver.
Recordo-me de o meu pai a avisar: não permitas que…

ah, valentes! (pacheco pereira outra vez e não, não me digam que estou a ficar social-democrata)

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Por Pacheco Pereira http://abrupto.blogspot.pt
Caladinhos com Angola, caladinhos com a troika, confortáveis no "protectorado", eis que nosso bravo governo exprime um "forte sentimento de revolta" "total repúdio" pela "triste figura" do presidente da FIFA, Joseph Blatter, nas declarações sobre o futebolista Cristiano Ronaldo... Onde nós chegamos.

o desprezo pelos manifestantes do PCP (dou a palavra, com uma vénia, a josé pacheco pereira)

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Por Pacheco Pereira http://abrupto.blogspot.pt
Uma coisa que mostra como quem está do lado do poder não percebe (ou melhor não quer perceber), o que está a acontecer em Portugal, é o modo como exibem um racismo social com os manifestantes da CGTP, tão patente nos comentários à saga da ponte. Pode não ser deliberado, mas sai-lhes do fundo, naturalmente. Os filhos dos comentadores e opinadores podem ir às manifestações dos “indignados”, que são aceitáveis, engraçadas e chiques, e que tem muita cultura e imaginação, mas nenhum irá às da CGTP. Eles “são sempre o mesmo”, ou “mais do mesmo”, eles são “pouco criativos” que insistem em fazer manifestações “que não adiantam nada”. Eles são “os feios, os porcos e os maus”. 
Os manifestantes da CGTP não são da classe social certa, não ambicionam ir tomar chá com Ricardo Salgado, ou ir comer aos restaurantes da moda, não são frequentáveis e, ainda pior, não se deixam frequentar. Têm, muitos deles, uma vida inteira de trabalho e de muitas dificuld…

a ciranda da miséria

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