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A mostrar mensagens de Novembro 24, 2013

hoje venho-vos com coisas chiques

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Cascais é, desde os tempos do senhor D. Luís, sítio de gente fina que até inventou um sotaque só para ela. Mas as damas e cavalheiros não são avistados na estação, no supermercado, nos correios, muito menos nas praias, um horror de gentinha empilhada. A Quinta da Marinha, as mansões, os hotéis e restaurantes de luxo continuam a ser o seu habitat natural. Estas fotografias foram obtidas, durante os anos 20, no Hipódromo da Quinta da Marinha e no Sporting Club de Cascais, criado pelo então ainda príncipe D. Carlos. Começavam a desabrochar as Tatões e  Dadinhas e Pipitas. Os Champalimaud e os Espírito Santo e os Mello e os Sommer, os donos de Portugal, progrediam e procriavam. Estava-se a um passo da longa ditadura.
Pouco mudou, em Cascais, de então para cá. Constituem ainda hoje um grupo à parte, que vive afastado da plebe, a não ser a presença tolerada, que remédio!, dos serviçais. Uma elite elegante, rica, bem nutrida, indiferente às tragédias e misérias de Portugal.
Pouco mudou. Ou …

em tempos de escravatura

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Hipócritas como sempre, enredados em mentiras, muitos governantes têm sido férteis em declarações a jurar que não apostam, para Portugal, numa política de salários baixos.
Ai apostam, apostam.
Só assim se explica que um organismo do governo, o IEFP, permita que se publique no seu site a oferta de emprego para um cargo de Director-Geral com o salário de 485 euros. Brutos.
Ocorrem-me vários epítetos. Vou calar-me, para não atentar contra o "bom nome" de quem nos manda emigrar, empobrecer, envilecer.
Visto em: http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/detalheOfertas.do?idOferta=588229003&name=ofertas&posAbs=1&numTotRows=1

ó sua descaradona tire a roupa da janela, que a roupa sem dona lembra-me a dona sem ela

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a indignação do professor doutor presidente ex-primeiro ministro e pobre reformado Cavaco Silva

Quem não sente não é filho de boa gente. Cavaco Silva reagiu com desusada fúria à comparação que o New York Times fez entre o português e o burro mirandês. Oiçamo-lo com o silêncio que a ocasião merece.

um poço de sapiência

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filhos de uma pátria "menor"

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Israel prende e tortura, todos os anos, centenas de jovens palestinianos, muitos ainda meninos. Dir-se-á que são potenciais terroristas. Para mim, são apenas crianças, filhos de um povo mártir. Como já o foi o judeu.










o adeus de um morto em vida

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Sempre irrevogável, sempre escorregadio, sempre falso, sempre demagogo, sempre armado em educador do povo, um Arnaldo Matos de sinal contrário, lá veio Portas, o dos mercados e das peixeiras, dos velhos e dos agricultores, atirar mais uma vez cá para a fora, para as nossas fuças, que contorcemos num esgar de nojo, uma das suas frases de apuradíssimo sentido literário: "uns exportam, outros manifestam-se". (Como deve ter ficado ufano com mais esta amostra da sua vasta genialidade!)

O douto Portas, contudo, esqueceu-se daquele imenso magote que não exporta nem se manifesta, a grande maioria silenciosa de penitentes que levam e calam, tantos por medo, outros por desalento, outros por intoxicações de décadas, desinformação, deseducação, caciquismo, pequenos egoísmos, injustificados receios, mentiras e golpes de marketing.

Peça ao seu deus, se é que o tem, celeste ou terreno, que essas massas nunca acordem e se agigantem, que vivam para sempre amodorradas na sua apagada tristeza…

os velhos: não é possível exterminá-los?

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Por José Pacheco Pereira http://www.publico.pt/
Eu gostaria muito de escrever artigos racionais, ponderados, que merecessem uma aura académica e sensata, que unissem em vez de dividir, que me permitissem ter a minha quota de lugares, prémios e prebendas, mas estou condenado, nestes tempos, a escrever cada vez mais panfletos. Acontece. Isto do imperativo categórico, como Kant sabia, é uma maçada.
Isso deve-se ao facto de não querer ter nenhuma falinha mansa, daquelas que enchem o balofo da nossa política de mútuos cumprimentos e salamaleques, com gente que se mostra impiedosa por indiferença, hostil com os fracos que estão do lado errado da “economia”, subserviente com os fortes, capaz de usar todos os argumentos para dividir, se daí vier alguma pequena folga para as suas costas.
Tenho dito e vou repetir: a herança que estes dois anos de “Governo” Passos Coelho-Portas-troika vai deixar ultrapassará muito o seu tempo de vida como governantes. Se não for antes, em 2015, passarão à histór…

obrigado dr. soares

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Por Nuno Saraiva http://www.dn.pt/
A 9 de março de 2011, em pleno estertor do socratismo, Cavaco Silva apelava no seu discurso de tomada de posse como Presidente da República a um "sobressalto cívico" e à emergência de uma sociedade civil forte que afirmasse os seus direitos e fizesse chegar a sua voz aos decisores políticos.
Estávamos em vésperas daquela que viria a ser uma das maiores manifestações contra o anterior Governo, fora das baias seguras de partidos ou sindicatos. Nessa altura, naturalmente, ninguém rasgou as vestes, fez insinuações sobre a idade ou o estado de saúde ou sequer acusou Cavaco Silva de estar a apelar, incentivar ou a caucionar a violência.
Passados dois anos, e num contexto económico e social muito mais grave, em que nos permitimos ouvir impávidos um eurocrata responsável insistir na tese de que os salários ainda têm de baixar mais em nome da competitividade e do investimento, eis que cai o Carmo e a Trindade quando Mário Soares, na Aula Magna, cons…

papa pop

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a beast of burden

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onde se arenga sobre o burro mirandês, o son of a bitch e o figlio di puttana

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O New York Times compara o povo português com o burro mirandês. Segundo o jornal, ambas as espécies já foram necessárias mas, agora, estão em vias de extinção por falta de procriação (de utilidade, terão querido eles dizer).
Num artigo com o título "Em Portugal, uma Besta de Carga Vive de Subsídios" vai mais longe o autor, Raphael Minder de sua graça e son of a bitch por natureza, afirmando que também os portugueses, a exemplo dos burros, só sobrevivem à custa de ajudas europeias.
Por outro lado, um vice-presidente da Comissão Europeia, italiano e figlio di puttana, está em Portugal e, à saída de uma audiência com Sua Excelência o doutor Cavaco, veio-nos dizer, cagando de alto e de repuxo, que a melhor estratégia para Portugal é a de seguir uma política de salários baixos para atrair investimento, uma espécie de China na Europa, em ponto pequenino mas ainda assim bastante rentável para as caritativas criaturas que nos "subsidiam".
Hão-de dizer, os que me lêem, que…

vida esculpida

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afrontas não há só cá

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Há a Comporta para que as Cristinas, Pilitas e Xaxões, Mello ou Espírito Santo ou Ricciardi ou qualquer outro apelido de encher ouvido, possam ir brincar aos pobrezinhos.
E há, na estranja, nos confins da África do Sul, um hotel que imita um bairro da lata para que alguns abonados possam apreciar os doces prazeres da pobreza.
Porque não, já agora, um hotel onde se faça regressar o apartheid ou se simulem espancamentos de escravos?
É mau de mais. Mas é verdade e diz muito dos tempos que atravessamos: http://www.emoya.co.za/p23/accommodation/shanty-town-for-a-unique-accommodation-experience-in-bloemfontein.html

nesta batalha naval, quem não se safa é portugal

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corno, cabra, safado, ladrão

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Toma lá 30 milhões, dá cá sete e não se fala mais nisto.
A negociar assim até eu, que de trafulhices e ladroeiras não percebo nem a ponta de um corno, me podia tornar empreendedor, para gáudio d'El-Rei Coelho, O Benfazejo.
Os Estaleiros de Viana foram subconcessionados, dizem-nos os estadistas da praça, anunciando sem corar o "renascimento" da empreitada numa espécie de páscoa antecipada, de aurora dourada. O que não disseram, mas a gente sabe, é que o Estado vai arrecadar 7 milhões, aos soluços e ao longo de muitos anos, e em troca vai gastar - já - entre 25 e 30 milhões para indemnizar os mais de 600 trabalhadores despedidos.
Se o meu primo Bonifácio, que tem uma tasca a Alfama, gerisse o botequim assim, a oferecer pipis e moelas a quem lhe encomenda um copo de três, há muito que o Bonifácio tinha dado com os burros na água e com os costados na mitra.
Mas o Bonifácio é finório e, essa é que é essa, sabe que não tem papalvos a ampararem-lhe os golpes e a pagarem-lhe os…

ANA, mulher de vida fácil

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Os pais, Vítor e Maria Luís, venderam-na ao desbarato, a estrangeiros. Todo o dinheiro lhes é escasso para as suas negociatas, jóias, hábitos perdulários, carros de estadão. Fizeram prometer, aos compradores, que a tratariam bem, a ela e aos clientes dela.
Mal se viram na posse da ANA, os seus donos porém fizeram-na aumentar já por duas vezes as tarifas. Quem a quiser ocupar tem que pagar, e pagar cada vez mais.
E assim se vai transformando, este país, num imenso alcoice para gozo de uns quantos, poucos mas possantes, estrangeiros e estrangeirados. Aos outros, à imensa maioria, sem dinheiro para entrar no bacanal, resta-lhes assistir à pornografia entre golfadas de nojo. 
Num túnel sem luz ao fundo.

portugal pitoresco

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pedaços de lua e mar

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Sintra enfeitiçada.