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A mostrar mensagens de Abril 20, 2014

cheira a bafio

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Por João Ramos de Almeida http://www.jralmeida.com/
Passos Coelho disse, hoje, no 40º aniversário do 25 de Abril: ”Existe um número cada vez mais significativo de portugueses que só nasceu e está agora a crescer neste espaço de liberdade e de democracia. E ele tem de reinventar a cada dia que passa porque senão deixamos as nossas comemorações a cheirar a bafio. Não é isso que nós queremos que aconteça com o espírito da liberdade e da democracia. (…) A democracia e a liberdade têm de ser regadas com muito cuidado, todos os dias.”.
Passos Coelho nasceu em 1964 e tem obrigação de se saber o que se passava antes do 25 de Abril. Mas no 40º aniversário, num ambiente de plena clivagem política, com um Largo do Carmo abarrotado de gentes como nunca se viu, impelidas pelo facto de a Maioria ter impedido os dirigentes da Associação 25 de Abril de discursar no Parlamento e de a presidente do Parlamento ter dito “o problema é deles”, nesse mesmo dia Passos Coelho achou por bem falar de “cheiro…

cravas e cravos

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Foram longe demais. O assalto ao poder seguiu uma estratégia de intriga primeiro, de mentira depois, forjando "provas" contra Sócrates, forçando a sua saída e o pedido de resgate, prometendo mundos e fundos para ganhar eleições. Eleitos, passaram ao assalto ao Estado, fizeram dele um negócio colossal, tentando destruir tudo o que servisse o povo, o seu bem-estar, a sua dignidade, a educação e a vida de cada um, de muitos, de quase todos. Não deixaram nada ao acaso, os salários baixaram, a precariedade laboral aumentou, os impostos subiram, as pensões desceram, os ricos ficaram mais ricos, os pobres mais pobres.
Ontem, 25 de Abril, travestiram-se de democratas, de cravo vermelho ao peito, aquele que "sobretudo dá jeito a certos filhos da mãe". Alinhadinhos, ataviadinhos, aprumadinhos, bateram palmas uns aos outros, sorridentes e impantes encheram a boca de palavras não sentidas, sem sentido quando ditas por eles, democracia para aqui, liberdade para ali, Abril semp…

que caia o carmo e a trindade

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Amanhã, pela noitinha. Depois de amanhã, pelas 11 horas. Um gesto de protesto. De indignação. De dignidade. Vá lá. Finja que Portugal ganhou o campeonato do mundo. Mas vá.



aqui está um festejo a preceito

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quarenta anos depois de abril

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sonho de abril

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desastre total

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O FMI quer mais e o governo está com o FMI. É preciso tornar legais os despedimentos ilegais e, para isso, nada melhor do que começar por reduzir as indemnizações a pagar pelos infractores. Os salários, em Portugal, ainda estão altos, os de miséria, depreende-se, nunca os dos gestores da banca e das grandes empresas, e, neste "contexto", aventar a possibilidade de aumentar o salário mínimo é loucura e crime a merecer castigo. As reformas também estão altas, é preciso cortá-las mais. Ainda há muito por onde cortar, reduzir, esmifrar, chupar, extorquir, expropriar, espoliar, roubar.
As notícias, sujeitas a confirmações e desmentidos, às mentiras e meias-verdades do costume, chegam-nos às pinguinhas antes das eleições. Depois delas, virá o mijarete completo. Quanto mais não seja, se perder as eleições, virá a vingança de Coelho, que já deu sobejas provas de ter os portugueses em pouca ou nenhuma conta.
Nós cá estaremos para pagar a factura. Na esperança de que nos saia um carr…

em abril, esperanças mil

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Desta vez, quem vamos apear? 
Que portas derrubar, que relvas calcar, que coelhos caçar? É preciso renovar Abril, sacudir, das fardas, traças e mofo, empunhar as armas que temos, de punhos no ar, as vozes ao alto, unidos como os dedos da mão. Porque não há mal que sempre dure, calamidade que não acabe, obscenidade que não tenha fim, crime que não tenha castigo. 
Desta vez, quem vamos apear?

que bem fica o povo unido!

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Ah!, agora sim, vale a pena celebrar Jesus e os seus onze apóstolos em Domingo de Páscoa. Milhares de pessoas, muitas sem emprego, tantas sem comida na mesa, sem futuro nem esperança de ter futuro, vieram aos magotes venerar os deuses dos ferraris, das melenas oxigenadas, dos pontapés na bola e na gramática.
Foi assim no Marquês. Assim será nas urnas onde, funestamente, se prolongará a longa quaresma dos portugueses, sem ressurreições, sem sábados de aleluia, com jejuns e sacrifícios que nos assegurarão um lugar no céu. 
Coelho, de chicote em punho e desprezo no coração, continuará a flagelar-nos e a conduzir-nos pela via sacra do empobrecimento, do envilecimento. O calvário não acabou, estamos vivos em pleno inferno.
Festejemos pois. Viva Jesus entre os ladrões!