tristes fados

Era assim que se vivia sob a bota de Salazar. Má era a vida de quem por cá ficava, má era a vida de quem partia. 

Sob o sapato de berloque de Coelho, estamos a voltar para trás. Outros emigrantes, diferentes daqueles que fugiam a salto nos anos 60, vão tentar ter a vida que o seu país lhes negou, vão casar e ter filhos, poucos regressarão. Os que ficam, vêem as suas condições de vida degradarem-se todos os dias, má educação, má saúde, desrespeito pelos mais velhos e pelos doentes, os desempregados tratados como párias, os empregados tratados como pagadores de impostos cada vez mais altos, todos tidos por gente estúpida, gente que se pode tratar como lixo e enganar por altura de eleições.

Se morre gente nas urgências, se se cometem suicídios, se empobrecemos, se nos roubam, se nos lidam como gado, a culpa é nossa. De uns porque votaram nessa gente. De outros porque, mansamente, se calam e se escondem em casa com medo do futuro. Da vida.

As fotografias são de Gerard Bloncourt, cujo blogue merece uma visita:
http://bloncourtblog.net





















































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