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A mostrar mensagens de Fevereiro 1, 2015

bufaria moderna, com sorteio e tudo

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Eles dizem que oferecem carros a quem se torne bufo. E dizem, prometem o que não é o mesmo que jurar a pés juntos, que pedir facturas também dá benefícios fiscais. Esquecem-se os incautos, ansiosos por uma carreta nova, e de alta cilindrada igualzinha às dos senhores governantes, que as suas contas e deduções ficarão assim rigorosamente vigiadas. Ganha 100 e declara 500 em gastos? Vai ter o Fisco à perna. E quanto ao bólide ... viste-lo! Com um engodo automobilizado a sortear por milhões de portugueses, todos aqueles que caírem na esparrela, a hipótese de lhe caber um em sorte é quase tão difícil como lhe sair um na Farinha Amparo.

novos contos para crianças

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Angola tem uma dívida a Portugal de mais de 1200 milhões e quer renegociá-la. Onde se inserirá esta decisão de Angola? Nas fábulas de Lafontaine? Nas rábulas do Parque Mayer? Nos contos de Andersen ou dos irmãos Grimm?
Coelho decidirá. Mas Isabel dos Santos e os generalíssimos angolanos não poderão empobrecer. Só nós.

dedo de abutre

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Grécia e Alemanha não chegam a acordo. Que se vai seguir? Sairá a Grécia do euro? Da União Europeia? E para quem se virará? Para a Rússia?
Os lacaios de Merkel seguem-na embevecidos. E nós, os homens e mulheres que ainda acreditam ser possível um mundo melhor, torcemos por Tsipras e pela Grécia. Ou isso ou viver em morte lenta nas garras dos abutres.

alcoolizado?

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Absolutamente nojento, tão repelente como a fotografia que aqui exponho, é o artigo de hoje de um certo articulista de última página do Público, dedicado à Grécia e aos "dois tristes símbolos da insurreição grega", Tsipras e Varoufakis. Sei de antemão que muitas almas sensíveis se irritarão com o facto de me aproveitar das fraquezas, físicas ou outras, dos objectos da minha indignação para melhor os achincalhar. Mas desta vez é mais forte do que eu: o repasto no Gambrinus foi-lhe supimpa. Frases obscenas escritas nas paredes de uma retrete seriam preferíveis a este dejecto escarrapachado em letra de forma. Ou um cagalhão de perna bamba a pavonear-se pelo Grémio Literário em plena ceia de luminárias.




pelos céus, no cume da hipocrisia

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Os conferencistas foram a Davos, ao Forum Económico Mundial, discutir, entre outras questões prementes, as alterações climáticas e as suas consequências. Eram presidentes de bancos, dirigentes políticos, economistas e por aí fora. Para lá chegarem, muitos deles deslocaram-se em avião particular. Num total de 1700 objectos poluidores devidamente identificados. E ninguém lhes dá com um pano encharcado nas trombas.

os ingratos!

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Milhares de atenienses manifestaram-se esta noite contra a chantagem e as pressões de Merkel, Draghi e demais beneméritos, que tanto têm zelado pelo bem-estar dos gregos, que tão bem têm demonstrado a sua solidariedade através da destruição e da humilhação de todo um povo. A isto chama-se ingratidão. O euro vacila, a economia da Europa treme, mas Merkel não desanima, não abre mão dos seus princípios, da sua querida austeridade. Ah, se todos fossem como o seu amigo Coelho. Esse sim, é bom rapaz, bom aluno, bom capataz. É preciso esmagar as sementes da revolta, matá-los à fome, isolar a moléstia antes que se propague. Palavra de Merkel.

um safanão aos jornalistas

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Então isto faz-se? Morre gente nas urgências, morre gente por falta de medicamentos e os senhores atrevem-se a noticiar tudo isso, dando pasto aos videirinhos do reviralho? A partir de hoje, só podem noticiar as virtudes deste governo, a descida do desemprego, o crescimento da economia, o aumento das exportações, a melhoria das condições de vida da população em geral. Se há gente a morrer nos hospitais é porque tinha que ser, se há gente a passar fome é porque quer, se há gente desempregada é porque não gosta de trabalhar, se há gente a receber o salário mínimo é porque não merece mais, se há gente que perdeu subsídios é porque não os merecia, se há velhos com frio é porque querem poupar energia. Noticiar casos como estes é estar contra o governo da Nação, contra mim e contra Merkel, essa benemérita que tão generosa tem sido para connosco, de uma paciência e bondade a exigir canonização. Se os senhores jornalistas querem vender jornais, falem de Sócrates, dos crimes de Sócrates, dos …

a morte saiu à rua

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brincadeira de crianças

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para si é à borla, querida frau

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um 25 de novembro na grécia? talvez não

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Por Carlos de Matos Gomes http://aviagemdosargonautas.net/
Há 40 anos, perante a possibilidade de um pequeno país sair do rebanho, de não ser como os outros, de escapar do redil, as forças da ordem intervieram e reconduziram-no levado pela orelha ao fatinho e à gravata, às repartições partidárias, à obediência aos patrões que têm os seus direitos, aos senhores Champalimauds, aos senhores Espírito Santo, aos senhores Belmiros e Soares dos Santos, ao senhor Kissinger, que era a Merkel da altura.
Os portugueses tiveram de pagar a ousadia do PREC, de terem vivido acima das suas possibilidades com um salário mínimo, de ocuparem terras, de terem ofendido a santa madre igreja de Roma, de nacionalizarem os bancos essas outras verdadeiras igrejas. Sacrários! Até pensavam em falar com os russos! E com os cubanos! Tal como o novo governo grego, agora. Um escândalo que um idiota pago à peça para dizer o que lhe mandam, denunciou no Expresso, o mais consistente jornal do regime dos mercados, dos …

mandar umas bocas

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Manuela Moura Guedes não presta um bom serviço à direita portuguesa. De limitada cultura política - e, já agora, democrática - a Manela limita-se, no programa Barca do Inferno, a mandar umas bocas, gaguejar uns lugares comuns, repetir as mentiras propaladas pelos gabinetes de agitação e propaganda dos partidos do governo e, irritantemente, além das tais bocas, fazer boquinhas quando Raquel Varela ou Isabel Moreira intervêm, interrompendo, mofando das suas opositoras com o desdém de quem tudo sabe, só ela e o seu deus, a razão cabe-lhe por inteiro, as suas palavras são pérolas preciosíssimas que lhe brotam da boca enriquecendo o panorama televisivo nacional. Não faz a coisa por menos.
É a nossa Sarah Palin, um Alberto João de saias, um Steven Taylor à portuguesa.

ou eles, ou nós

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Por Joana Amaral Dias www.cmjornal.xl.pt
É lamentável chegar a este ponto, mas é a realidade: o Presidente da República mente. E mente com todos os dentes que tem na boca. Em julho do ano passado, quando afirmou que "os portugueses podem confiar no BES", mentiu. Esta semana, quando jurou que nunca fez declarações sobre esse banco, também mentiu. Já ao recusar ir à Comissão Parlamentar de Inquérito para esclarecer os encontros que teve com Salgado, Cavaco também se coloca do lado da opacidade, dos negócios e da dinastia que manda no país, e não do lado da transparência, da justiça e dos portugueses. Cavaco é, aliás, o máximo representante desta casta que pôs o Estado a servir os grandes interesses privados, nomeadamente, a banca, em vez de servir os cidadãos. Ou seja, o expoente desse arco da corrupção que tem atirado milhares para a pobreza e miséria. E é este grupelho de gente perigosa que tem de ser rapidamente afastado do poder. Está visto que é uma questão de sobrevivênc…

negócios privados, públicos prejuízos

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Já foi Atlântico. Agora é Montez e é Meo. Não meu. Não teu. É Meo e Montez, genro, marido, pai, membro do clã da Coelha na possessão de Coelho. Dizem-no carregado de dívidas, falido, mal de que a Meo também padece, mas quis o Atlântico e teve o Atlântico num pacífico acordo em que Portugal, quer-me cá parecer, saiu a perder. Tal como com a REN, a EDP, os CTT, a PT, a ANA e qualquer dia a TAP. Um oceano de oportunidades para chineses, angolanos, franceses, Meo e Montez. Um festival de negócios privados e de públicos prejuízos. Uma arena onde a festa brava não é para todos, nem todos sabem agarrar pelos cornos uma boa ocasião, os saldos, as promoções, os descontos, as liquidações, os leilões, as privatizações. Construído com o nosso dinheiro, já não é teu nem meu. É Meo. É Montez. O acaso os fez, o azar os juntou. E nós, peões de brega, mansos como o mais ordeiro dos bovinos, ruminamos agravos e deixamo-nos mugir. A mama ainda não secou.

a imperatriz no boudoir

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Pronto, chegou-lhe a mostarda ao nariz, está com maus fígados, com os azeites, azedada, avinagrada, pior que estragada.  Sua alteza a imperatriz da Europa não aceita receber Alexis Tsipras em audiência. Súbditos recalcitrantes, insurrectos, que torcem o nariz à sua indiscutível superioridade, que questionam as suas ordens de soberana atoleimada não podem ser acolhidos nos seus salões a não ser, quanto muito, para os varrer ou esvaziar as escarradeiras. Alexis acha que é independente, que dirige uma nação livre. Puro logro. Alexis não é mais do que um insecto que a monarca esmagará entre dois dedinhos de querubim reconchudo. Alexis não passa de erva daninha que arrancará pela raiz. Um tumor maligno que extrairá com um só golpe de baioneta.
Por fortuna, sua augusta majestade ainda pode contar com serviçais submissos. Daqueles para quem as portas do Bundeskanzleramt estão sempre escancaradas. A esses recebe-os no seu boudoir, entre o frufru das sedas e o zunzum das açafatas. Nada a dele…

o comércio das almas

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Fátima é um dos maiores centros comerciais de artigos religiosos do mundo. Um altar ao deus dinheiro.










no rumo certo

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Por cá, Passos - Her Master Voice - não quer ter nada a ver com a Grécia. Paulo diz que não é Syriza (e ainda bem, livra!). A direita espanhola mostra, nos seus media, fotografias onde, na Marcha del Cambio de sábado, em Madrid, se podem ver bandeiras das regiões autónomas, bandeiras de movimentos separatistas e até - oh martírio, oh dolores, oh angústias, oh consuelo, oh piedad, oh purificación, oh remédios! - do "assassino" Che Guevara. Isso. Assassino. Sic.
Mas o mundo move-se, em sentido contrário a Norte, no rumo certo nalgum Sul. 
Com o seu radicalismo neoliberal e a sua cobiça, Merkel e os seus comparsas e serviçais mais não fizeram do que espicaçar as gentes e dar força a partidos e movimentos à esquerda do PASOK ou do PSOE, capazes finalmente de ganhar eleições e de dizer NÃO a Merkel e aos mercados.
Por cá, porém, Passos ainda manda. Portugal não é a Grécia nem os portugueses são gregos. Ou espanhóis. A bem dizer, nem portugueses. Portugal foi entregue, há quase 4…

o zapping do enfadado

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Ainda há pouco, há poucochinho, num dos zappings que faço volta não volta por desfastio, reparei que o Correio da Manhã TV estava a transmitir escutas telefónicas com Sócrates como protagonista. Não sei se continham provas da culpabilidade do dito, não fiquei a ver, tenho fraca capacidade de absorção de veneno e merda, a bem dizer nenhuma.
O que me faz espécie é como raio o CMTV teve acesso a essas escutas. Quem lhas passou? Com que intuitos? Como são possíveis todas as quebras do segredo de Justiça e, agora, a entrega de  gravações ao mais indigente canal da televisão portuguesa?
Este processo fede cada vez mais. Alguém se anda a descuidar, e muito.

o sucesso do ajustamento português

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