chora, mariquinhas, chora

Dos jornais:
Manuais escolares grátis podem deixar 2000 sem emprego, avisa a Porto Editora.


Depois dos colégios privados, faltavam cá estes! O empório Porto Editora construiu-se à conta dos manuais escolares e da bolsa de cada pai e cada mãe deste país. Foi, e ainda é, um negócio da China com contornos, se não obscuros, pelo menos altamente reprováveis. Manuais que mudam todos os anos, por vezes para alterar uma linha ou uma fotografia. Manuais especulativamente caros. Manuais que não podem ser partilhados entre irmãos porque, de um ano para o outro, ou o programa mudou, ou o manual mudou uma vírgula ou a escola mudou de ideias e prefere um manual diferente do canhenho do ano anterior para a mesmíssima matéria depois de receber um delegado de propaganda médica, pelo menos assim parece embora a saúde das nossas carteiras se ressinta após cada uma dessas visitas. 

E agora, depois de viverem décadas à tripa-forra, têm o arrojo, o desplante, a desfaçatez, a suprema lata, a falta de vergonha de virem carpir mágoas com a costumeira lengalenga da gente que vai ser atirada para o desemprego, à falta de argumento mais decente e verdadeiro como seja a perda de bojudos lucros. Vamos ter outra guerra declarada contra o primeiro governo, em muitos e muitos anos, que teve a coragem de enfrentar interesses que não são os da maioria dos portugueses mas de pequenos grupúsculos desde sempre habituados a viver à sombra do Estado, dos seus dinheiros ou do seu conluio. 

Os manuais escolares fazem parte de um Ensino que, diz a Constituição, deve ser tendencialmente gratuito. Que seja um negócio lucrativo, ainda vá que não vá. Que seja uma forma de financiar impérios editoriais, com todas as consequências nefastas que os monopólios acarretam, e a perda de rigor e de qualidade editorial não é certamente uma sequela menor, é, como diz o fado, ideia que não cabe cá nas minhas. Vão dar de beber à dor, é o melhor. Já lá dizia a Mariquinhas que, se não estou a conspurcar a memória da louvaminheira, também detinha negócio espúrio, montado com mulheres de vida fácil e proxenetas de vida airada.

A chulice, meus amigos, é vício que se pega como sarna ou piolheira púbica. Vai-te embora, peçonha!


Comentários

Anónimo disse…
“A vida é filha da puta,
A puta, é filha da vida...
Nunca vi tanto filho da puta,
Na puta da minha vida!”
― Manuel Maria Barbosa du Bocage

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